A Unifranz lidera a transformação educacional na Bolívia com uma abordagem inovadora para o futuro

Por Paula Beatriz Cahuasa

O mundo está se movendo rapidamente, transformando não apenas a maneira como vivemos, mas também a maneira como trabalhamos, socializamos e sonhamos. Para os jovens que estão buscando treinamento profissional, esse futuro incerto pode ser esmagador, mas também está repleto de oportunidades. Estar preparado hoje não é uma opção, mas uma necessidade urgente.

Nesse cenário desafiador, a sociedade exige que o ensino superior forme líderes capazes de se adaptar, inovar e evoluir no ritmo dos tempos de ruptura. A Universidade Franz Tamayo, Unifranz, não apenas aceita esse desafio, mas o abraça com seu modelo educacional inovador, que coloca a pessoa no centro do aprendizado, preparando seus alunos para impactar positivamente seu ambiente.

“Nosso modelo educacional inovador impulsiona a transformação e a melhoria contínua dentro da estrutura de nosso propósito institucional, que é transformar a educação no país. O objetivo é a formação pessoal, social e profissional de nossos alunos, para que sejam capazes de enfrentar os desafios futuros”, diz Gustavo Montaño, doutor em educação e vice-reitor acadêmico nacional da Unifranz.

Na Unifranz, a educação transcende o aprendizado tradicional; é uma evolução constante do pessoal para o coletivo. Os alunos não apenas adquirem conhecimento, mas também descobrem seu potencial para transformar realidades e se tornam agentes de mudança em um mundo que precisa deles mais do que nunca.

Unifranz e Mondragon, uma aliança que transforma a educação

O modelo educacional inovador da Unifranz é impulsionado por uma troca de experiências com as principais universidades do mundo, incluindo a Universidade de Mondragon, no País Basco (Espanha).

A colaboração entre as duas universidades representa um marco na transformação educacional de ambas as instituições. Por meio de um programa de troca de experiências e especialização, uma equipe multidisciplinar de acadêmicos da Unifranz embarcou em uma jornada para aprender e compartilhar ferramentas que buscam impactar profundamente o sistema educacional boliviano e enfrentar os desafios do século XXI.

“Nossas universidades implementaram mudanças profundas, refletindo sobre o propósito e a razão de ser da inovação. Embora muitas universidades apenas modifiquem os métodos, o mais importante para nós é ter um norte claro, e tanto a Unifranz quanto a Mondragon o têm. Ambos decidimos que a educação deve transcender a sala de aula e ter um impacto no ambiente social”, diz Arantza Ozaeta, PhD em educação e especialista em inovação educacional da Universidade de Mondragon.

Essa mesma experiência foi vivenciada com a visita de acadêmicos de Mondragon à Unifranz, na Bolívia. Para Montaño, esse tipo de experiência ajuda a otimizar o modelo educacional inovador da Unifranz.

“Nesse intercâmbio com a Mondragon, descobrimos que muitas de nossas iniciativas estão alinhadas com sua abordagem educacional europeia. Eles também estão aprendendo conosco, reconhecendo que nossas experiências e cenários são valiosos para eles. De fato, eles já começaram a incorporá-los.

A missão de transformar as pessoas para transformar seu ambiente social é um ponto em comum para os dois modelos, que entendem que a educação vai além da sala de aula e se reflete no impacto social. “Como universidades irmãs, nossa missão é formar pessoas íntegras e holísticas, com o objetivo final de transformar a sociedade”, diz Ozaeta.

Modelo educacional centrado no aluno

A Unifranz elaborou seis diretrizes que são a essência de sua proposta educacional, em que o aluno é o protagonista, o professor é o guia inspirador, a transdisciplinaridade é a ponte entre os conhecimentos, a pesquisa é a força motriz da inovação, os espaços são catalisadores da criatividade e a extensão é o elo com a sociedade. Esses pilares buscam não apenas formar profissionais competentes, mas também seres humanos íntegros, com visão global, liderança transformadora e capacidade de adaptação que lhes permita navegar com sucesso em qualquer contexto.

No centro desse modelo educacional inovador está o aluno, que se torna o protagonista de seu próprio aprendizado.

“O aluno é o centro do processo de aprendizado. Quebramos o paradigma de que o professor é o dono da verdade e apenas transmite conhecimento”, explica Montaño. Nessa abordagem, o professor atua como um facilitador, motivando os alunos e orientando-os na construção de seu conhecimento.

Esse modelo promove habilidades como o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de “aprender a aprender”. “Não é mais necessário que o aluno esteja vinculado à sala de aula da forma tradicional. Com processos de upskilling (aprimoramento e expansão de habilidades e competências), reskilling (aquisição de habilidades completamente novas) e aprendizagem contínua, eles podem se manter atualizados e competitivos em qualquer ambiente”, acrescenta o especialista em educação.

Essa flexibilidade é fundamental em um mundo em que as demandas tecnológicas e de mão de obra mudam rápida e constantemente.

O papel dos professores na transformação educacional

O professor da Unifranz, de acordo com Montaño, também evoluiu e se tornou um agente de mudança, com o processo de reflexão e pesquisa como parte de seu plano de treinamento contínuo. Isso significa que os professores não apenas ministram aulas, mas também analisam e ajustam suas metodologias para garantir que os alunos alcancem os resultados de aprendizagem esperados.

Além disso, os professores criam experiências de aprendizado adaptadas às necessidades dos alunos. Montaño ressalta que “os professores devem saber como criar experiências de aprendizagem e ajustá-las de acordo com os comportamentos e níveis de motivação dos alunos”. Essa abordagem dinâmica é fundamental para o sucesso do modelo educacional disruptivo.

Transdisciplinaridade, espaços para aprendizado, pesquisa e extensão

A transdisciplinaridade é um pilar fundamental do Modelo Educacional da Unifranz, pois reconhece que os problemas do mundo atual não podem ser resolvidos em uma única disciplina. A colaboração entre diferentes áreas do conhecimento e a interação entre profissionais de diferentes especialidades nos permite criar soluções abrangentes e eficazes.

Essa abordagem incentiva o trabalho em equipe e a liderança distribuída, em que as funções dentro de uma equipe de trabalho variam de acordo com as habilidades de cada membro e o problema a ser resolvido. Dessa forma, os alunos desenvolvem competências que lhes permitem adaptar-se a diferentes cenários, assumindo diversas responsabilidades em uma dinâmica de liderança flexível e compartilhada.

Outro aspecto fundamental do modelo é a criação de espaços de aprendizagem. A Unifranz inovou com salas de aula dinâmicas projetadas para promover diferentes metodologias educacionais, em um ecossistema tecnológico apropriado que busca ir além da transformação de toda a experiência universitária.

Montaño explica que uma abordagem holística está sendo promovida desde os corredores até os espaços de transição dentro do campus, garantindo que cada ambiente contribua para o bem-estar e o desenvolvimento dos alunos. “Isso permite que o aprendizado aconteça em qualquer lugar, enriquecendo o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos alunos.

Por fim, a pesquisa é um pilar fundamental que motiva os alunos a se tornarem exploradores criativos. Na Unifranz, a pesquisa não é um processo isolado, mas está integrada ao treinamento acadêmico e à extensão universitária. O conhecimento gerado em projetos de pesquisa é aplicado em sala de aula, enquanto as experiências de aprendizagem de serviços inspiram novas linhas de estudo.

“Com a exploração criativa, queremos trabalhar com elementos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, mas também com o alcance e a ligação com o meio ambiente. A pesquisa e a extensão precisam estar em diálogo permanente, pois não são elementos isolados”, diz ele.

Esse ciclo contínuo de exploração, desenvolvimento e inovação preenche a lacuna entre a teoria e a prática, formando profissionais bem preparados, capazes de analisar a realidade e gerar soluções com um impacto tangível na sociedade.

Internacionalização e conexão com o mundo

A internacionalização é outra pedra angular do modelo educacional da Unifranz. “Queremos que nossos formandos não apenas sejam bons em resolver problemas locais, mas também sejam competitivos e colaborativos em ambientes internacionais”, diz Montaño.

A universidade estabeleceu parcerias com instituições internacionais e promove a mobilidade acadêmica, permitindo que os alunos adquiram uma visão global.

Um exemplo disso é o Centro de Pesquisa em Saúde, que colabora com instituições como a Javeriana, na Colômbia, onde os graduados da Unifranz estão fazendo mestrado e doutorado, o que fortalece a pesquisa e a visibilidade internacional. Essa abordagem global é essencial para formar profissionais capazes de enfrentar os desafios do futuro.

A Unifranz está liderando a transformação educacional na Bolívia com um modelo disruptivo que prioriza a formação integral dos alunos. Com 32 anos de experiência em ensino superior, a universidade implementou essa abordagem inovadora que combina competências técnicas, habilidades sociais e um profundo compromisso com o desenvolvimento humano.

A educação é o passaporte para o futuro, porque o futuro pertence àqueles que estão sendo educados hoje.

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