Modelo educacional da Unifranz fortalece a formação profissional por meio de “Projetos Integradores”

By Leny Chuquimia

Los Proyectos integradores no solo validan el desarrollo de competencias profesionales, sino que consolidan una formación integral orientada a resultados, innovación e impacto social.

O mundo do trabalho exige profissionais inovadores, criativos e capazes de resolver problemas reais, e a educação superior enfrenta o desafio de formar nos estudantes competências que ultrapassem o domínio teórico. Nesse contexto, os Projetos Integradores da Universidade Franz Tamayo (Unifranz) constituem uma ferramenta-chave do modelo “Aprender fazendo”, ao possibilitar que os universitários vivenciem situações semelhantes às que enfrentarão no exercício de sua profissão.

Gustavo Montaño, doutor em Educação e vice-reitor nacional da Unifranz, explica que esses projetos “são ativados por meio do trabalho cooperativo, com propostas de solução para problemáticas próprias da vida profissional, orientados à inovação e ao impacto social, fomentando a criatividade dos estudantes e oferecendo-lhes a oportunidade de aplicar a teoria a situações reais”.

Nesse sentido, o Aprender fazendo é uma característica essencial dos Projetos Integradores, assegura Montaño.

Esses Projetos Integradores são atividades acadêmicas de notável complexidade e inteiramente práticas, que dinamizam o plano de estudos e evidenciam, de forma integral, o desenvolvimento de competências profissionais dos estudantes.

São desenvolvidos de maneira transdisciplinar, atravessando diferentes áreas do conhecimento para aplicar saberes formais, estratégias de ação e pensamento complexo na resolução de problemas do contexto social e laboral.

A abordagem Aprender fazendo (learning by doing) transforma o estudante em protagonista de sua formação. A teoria é aplicada imediatamente em contextos práticos, o que melhora a compreensão e a retenção do conhecimento — estima-se que se recorda até 75% do que se faz, em comparação com 5% do que apenas se escuta. Além disso, o erro é assumido como parte do processo formativo, fortalecendo a reflexão, a resiliência e a melhoria contínua.

Eva Foronda, decana acadêmica da Unifranz La Paz, ressalta o impacto dessa metodologia na inserção profissional. “Preparam o estudante para que, uma vez graduado, possa enfrentar com solvência a solução de uma demanda real, sobre a qual decidir e atuar de maneira eficiente, oportuna e ética”, destaca a acadêmica.

Assim, os Projetos Integradores não apenas fortalecem conhecimentos técnicos, mas também habilidades socioemocionais, como liderança, trabalho em equipe, tomada de decisão e ética profissional.

Nas diferentes áreas, a experiência confirma esses resultados. Leslie Vidaurre, docente do curso de Bioquímica e Farmácia, afirma que “a importância dos Projetos Integradores no curso de Bioquímica e Farmácia da Unifranz permite que os estudantes desenvolvam suas competências para estarem preparados para o mercado de trabalho e saibam atuar com desenvoltura. Isso lhes possibilita resolver problemáticas tanto em nível profissional quanto pessoal, oferecendo soluções de maneira eficaz”.

Esses Projetos Integradores, como o próprio nome indica, integram todas as disciplinas cursadas ao longo da formação profissional, acrescenta Vidaurre.

Na Engenharia, a experiência também se articula com o modelo educacional da universidade. Noemi Moller, diretora do curso de Engenharia de Sistemas, afirma: “Os estudantes aprimoram sua formação profissional com o ensino e a aprendizagem sob o modelo BLX por meio do Aprender fazendo. A competência os forma não apenas com teoria, mas também com o Aprender fazendo, e de maneira dinâmica e motivadora”.

No curso de Direito, a aplicação prática assume especial relevância. Isabel Villarroel, docente da área, explica que “os Projetos Integradores como oficinas na Unifranz são importantes a partir da premissa do Aprender fazendo. Os jovens elaboram produtos finais e, no curso de Direito, produzem regulamentos e manuais que contribuem para aplicar a teoria à prática. Uma dimensão é o conhecimento teórico, o conhecimento da norma; outra é aplicar esses conhecimentos jurídicos ou normativos na elaboração de documentos. Assim, os estudantes aplicam a prática e desenvolvem um produto final”.

Na Unifranz, esse modelo é fortalecido por infraestrutura de última geração e modernos laboratórios de aprendizagem, como o Tech Lab, Social Labs, Business Labs, Crossmedia Labs e Health Labs, que simulam ambientes reais de desempenho profissional. Além disso, as salas de aula dinâmicas são adaptadas para facilitar o trabalho colaborativo, a análise de casos e a experimentação prática.

Dessa forma, os Projetos Integradores não apenas validam o desenvolvimento de competências profissionais, mas consolidam uma formação integral orientada a resultados, inovação e impacto social. O Aprender fazendo deixa de ser um conceito teórico para se tornar uma experiência concreta que prepara os estudantes para atuar com eficiência, criatividade e compromisso no mundo do trabalho.

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